Alterações SAF-T (PT): o impacto na contabilidade

Apesar de não ser novidade, ainda permanecem algumas dúvidas relativamente às alterações SAFT implementadas a partir do segundo semestre de 2017. Neste artigo, de uma forma breve, vamos abordar em que medida as alterações ao ficheiro SAFT estão a impactar o exercício da atividade contabilística.

A versão 1.04

Foi no dia 1 de Julho de 2017 que deu entrada em vigor a nova versão do ficheiro SAFT (V1.04), passando a ser obrigatório o envio do ficheiro com a nova estrutura sempre que solicitado pelos Serviços da Inspeção Tributária e Aduaneira.

Sendo o principal objetivo do ficheiro SAFT facilitar a recolha de dados fiscais por parte dos auditores fiscais e tributários de uma forma digital, é normal que, com a evolução tecnológica, surjam atualizações e com elas novas versões.

A versão anterior (V1.03) demonstrou ser pouco eficaz para um bom controlo de dados contabilísticos das empresas.

Uma nova estrutura

A nova versão do ficheiro SAFT assume uma nova estrutura que inclui, entre outras:

  • Novo campo na tabela de código de contas, o Taxonomy Reference (um referencial de classificação de contas)
  • Alterações a nível do tamanho dos campos
  • Novos conteúdos a exportar da tabela de Documentos de conferência ou de prestação de serviços (como por exemplo, encomendas, orçamentos, faturas pró-forma, folhas de obra, etc.)

Objetivo das alterações SAFT

O principal objetivo das alterações SAFT é a simplificação e automatização do preenchimento dos Anexos A e I da IES de 2017 a submeter no ano de 2018.

Citando Portaria n.º 302/2016 de 2 de dezembro:

“A evolução verificada na estrutura de dados do ficheiro SAF-T (PT) tem incidido, essencialmente, na melhoria da qualidade da informação relativa à faturação. A experiência de utilização do SAF-T (PT) evidenciou que a atual estrutura é insuficiente para uma completa compreensão e controlo da informação relativa à contabilidade, em virtude da flexibilidade existente na utilização das contas pelas diferentes entidades.

Nessa perspetiva, importa proceder ao ajustamento da estrutura do ficheiro SAF-T (PT) com a criação de taxonomias, ou seja, de tabelas de correspondência que permitam a caracterização das contas de acordo com o normativo contabilístico utilizado pelos diferentes sujeitos passivos, permitindo simplificar o preenchimento dos Anexos A e I da IES.”

Softwares de gestão certificados

Qualquer software de gestão certificado tem, por obrigação, de exportar o novo ficheiro SAFT. Posto isto, qualquer empresa que utilize softwares para realizar a sua gestão financeira e administrativa deve garantir que utiliza um que seja certificado pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

As empresas, ao utilizarem um software de gestão certificado, e partindo do princípio que todas as atualizações já estão configuradas, não irão ter qualquer trabalho extra no que toca à exportação do ficheiro SAFT. No caso do ERP PRIMAVERA, as mais recentes alterações SAFT não serão uma dor de cabeça para os colaboradores responsáveis pelos departamentos financeiros das empresas.

Contudo, tanto para utilizadores experientes como para pessoas que nunca utilizaram a ferramenta, já é possível obter uma certificação em software PRIMAVERA e legitimar/aumentar o seu conhecimento neste software reconhecido pela AT.

Esperemos ter esclarecido as suas dúvidas relativamente às alterações SAFT e que a nossa sugestão acerca das Certificações de Utilizadores em PRIMAVERA lhe seja útil para a sua evolução profissional.

 

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2 comentários em “Alterações SAF-T (PT): o impacto na contabilidade”

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